Acordando Palavras: o que, como, quando, por quê?

O QUE É

É uma iniciativa que propõe intervenções psicopedagógicas, com o objetivo de proporcionar espaços de aprendizagem significativos nos mais diversos âmbitos, tendo em vista os mais distintos contextos culturais e realidades sociais, visando ao desenvolvimento pessoal dos envolvidos nos aspectos cognitivo, emocional e psicomotor.

COMO COMEÇOU E O PORQUÊ DO NOME 

O nome foi idealizado em 2009, durante a preparação da intervenção psicopedagógica em Patos – PB, na ONG Operação Resgate . Nessa ocasião, tivemos uma equipe de trabalho por duas colegas psicopedagogas Renata Truffa e Carol Schiesari, além da amiga relações públicas Juliana Noronha. Tomadas pela maravilhosa experiência, vislumbramos consolidar um grupo itinerante, fazedor de ações como aquela. Assim surgiu o Acordando Palavras. O poético nome com sobrenome veio de um texto lindo que nos tocou profundamente durante o processo de tecer a intervenção. O autor do texto é o Bartolomeu Campos de Queirós, e tais palavras são…

“Houve o tempo do sonho. No escuro das noites, todos sonharam palavras.Houve o tempo do acordar. Na luz das manhãs, todos acordaram palavras.Depois veio a coragem de presentear. Em cartas lacradas viajaram secretas palavras”.
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Bartolomeu Campos de Queirós
(Apontamentos – Formato Editorial)

JUSTIFICATIVA PARA EXISTIRMOS 

Entendemos que todas as pessoas têm em si habilidades a serem descobertas, desenvolvidas, exercitadas. Que, sabendo ou não ler e escrever, tendo dificuldades, recursos ou não, todos temos palavras a serem despertadas dentro de nós. “E no início era o verbo”… É por meio de palavras que somos, interagimos e atuamos em nosso meio.  Somos todos, em alguma medida, palavras que necessitam ser despertadas.

SOBRE O LOGOTIPO 

A LETRA BASTÃO, ou letra de forma maiúscula, é o primeiro tipo de letra ensinado na escola, bem no início da alfabetização. No ambiente formal, escolar, aprendemos a ler e escrever m inicialmente por meio desta letra. À medida em que nos apropriamos deste modelo, ele vai sendo substituído pela letra CURSIVA, ou letra de mão, sendo esta o modelo manuscrito final ensinado na escola. Assim, achamos que nosso logotipo devia refletir isso: das palavras mais triviais às mais sofisticadas, todas podem e devem ser ACORDADAS. E o sol? Bem, como diz aquela música, “o sol nasce para todos, só não sabe quem não quer”.

O sol é nossa força motriz primordial. Não há vida na terra sem ele. Representa o calor incandescente da vida, o fogo do desejo que temos por um mundo transformado, a luz que clareia o sonho e faz nascer o alimento das plantas, as fogueiras que aquecem rodas de gentes em dias frios… O sol nos pareceu uma boa representação simbólica do que pode ser a essência da vida, do processo criativo e algo capaz de refletir o aprender por meio de intervenções psicopedagógicas significativas.

Para inspirar:

“Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.

— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.

Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.” Eduardo Galeano

 

 

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