Trupe Acordando Palavras – Encenação do espetáculo “Saudade”

A iniciativa de construção referente ao processo de encenação de Saudade, se deu por meio da necessidade de captação de recurso em que o projeto, Acordando Palavras, precisava para materializar seus objetivos.

Acordando Palavras é um processo de formação por meio de uma expedição transcultural de aprendizagem, em grupo, desenvolvida pela ONG Bem Comum e tendo em vista a imersão na cultura andina, entendendo que processos pessoais de desenvolvimento se dão nessa relação. O objetivo é proporcionar vivências, capazes de desenvolver aprendizagens significativas relacionadas ao autoconhecimento, à sociabilidade, à autonomia, à criatividade, ao improviso diante do desconhecido, ao trabalho em grupo, à gestão de conflitos e de dificuldades em contextos sociais adversos. A expedição envolve atividades urbanas de experimentação cultural e de trabalho voluntário em comunidades tradicionais e organizações locais do antiplano andino. A expedição tem início em 26 de dezembro de 2016 e termina dia 09 de janeiro de 2017. A rota começa em La Paz na Bolívia e termina em Puno no Peru, passando por três ilhas do Lago Titikaka. Mas para a realização dessa iniciativa é necessário uma ajuda de custo para arcar com as despesas da viajem, com isso, a Bem Comum estabeleceu dinâmicas alternativas de capacitação de recurso financeiro, foi aí que a trupe teatral nasceu.

Com o intuito de arrecadar fundos por meio do “chapéu”, a trupe desenvolveu uma dinâmica de construção colaborativa para uma esquete de teatro de rua, seguindo alguns estudos referentes ao clown e as acrobacias cômicas. Foram semanas de laboratórios e experimentações para abarcar a linguagem escolhida até que chegasse o momento de iniciar a capacitação na rua.

Durante o processo de construção estudamos a cultura cigana dos circos latino-americanos para inspirar uma possível identidade na estética de nossa trupe. Era fundamental que desenvolvêssemos uma história, uma crítica, ou um comunicado, que de certa forma se identificasse com a realidade da América Latina, pois sempre foi um desejo nosso que além das ruas da cidade de São Paulo, também apresentássemos o espetáculo nos lugares onde estivéssemos durante a viajem. Para isso, além do enredo, era necessário que os atores aproximassem o diálogo a uma dinâmica possível de ser compreendida por pessoas que não fossem fluentes em português. Sendo assim, escolhemos transportar a estética do clown à um jogo mudo, toda a história seria passada por meio da pantomímica.

Durante a construção das cenas identificamos problemas sociais em comuns nos diversos países da América do Sul e espetacularizamos críticas em torno de suas problemáticas. Desenvolvendo partituras psicofísicas que espelhassem nossas realidades até que chegássemos o momento propicio às experimentações na rua. Os jogos de montagem de cenas eram orientados pelo facilitador Caio Richard, que usou de alguns métodos de acrobacia circenses e exercícios de ativação de pontos de tensão e relaxamento, assim como uma iniciação a máscara do clown por meio da dança pessoal, autoconhecimento e atividades de treinamento físico para a rua.

Texto de Caio Richard um de nossos expedicinários

Expedicionários em Ação!

 

 

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